Deep inside my dirty mind

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May 31, 2013847 notes

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Aug 8, 2012506 notes
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Jul 18, 201267 notes
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Jul 18, 201214 notes
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Jul 17, 201226 notes
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Jul 17, 20121 note
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Jul 13, 201228 notes
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Jul 13, 20128 notes
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I - Encontrando meu Dom.

your-wondermaid:

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Sempre fui do tipo impulsiva, compulsiva e deletéria. E consequentemente, vazia. Vazia  sim, mas cheia de histórias pra contar. Como da vez em que perdi minha virgindade numa viajem, com uma namoradinho banana, em que me peguei contando as voltas do ventilador, até perceber que isso não seria possível enquanto sentia aquela dor insuportável subindo ventre adentro. Adeus hímen. Sempre tive um espírito de junkie, espírito de junkie puta. Meus hormônios são como hormônios de uma adolescente na puberdade e o sexo que eu conseguia com os caras nunca me deixavam satisfeita, mas eu vestia bem a máscara. Eu fingia bem. Era sempre assim, eu, a puta, que iria realizar todos os seus desejos, e você, o babaca que parece nunca ter visto uma mulher antes, sequer tocado. Eu faria você ir ao paraíso, enquanto por dentro estaria num inferno completo. Parecia premeditado. Parecia que tinha de ser assim. Eu não conseguia gostar de sexo, e tentei de tudo que estava a meu alcance. Satisfazer as fantasias de um anal-guy, satisfazer as fantasias de um lolicon, e até mesmo de um adolescente  que curtia mulheres mais velhas. E o que eu senti? Nada. Quanto a eles… Tenho certeza que sentiram tudo, até a ultima gota de porra. A porra era o meu pagamento, e eu ficava satisfeita com isso, era a prova de que tinha feito um bom papel. Era como se minha mascara de Satine estivesse intacta, e o show deveria continuar, sempre. Mas com o tempo, passei a questionar isso. Por que diabos, eu, tão ninfomaníaca e cheia de fantasias não conseguia sentir prazer em algo que era considerado a melhor coisa do mundo? A resposta veio como um tapa. Na minha adolescência, cortes no pulso e nas pernas eram normais, me levando a uma internação numa clínica psiquiátrica. Been there, done that, got the t-shirt. Eu gosto de violência. Sangue. Agressividade. E queria que o sexo pudesse ser a união de todas essas coisas. Afinal, são as coisas mais íntimas que você pode conseguir com alguém. Ódio e amor são os sentimentos que movem o mundo. Queria um tipo de sexo em que poderia expurgar todos os meus demônios e sentir. Sim, sentir. Eu queria sentir. Sentir tudo. Ao extremo. Sempre fui extremista. As queimaduras de cigarro na minha pele não eram a toa. Eu precisava sentir mais do que um simples pau entrando freneticamente em mim. Eu precisava de tapas na bunda, puxões de cabelo, tapas na cara, mordidas, arranhões, cortes. Eu queria ser uma puta com dono. Eu queria ser a escrava ideal. Mas tudo isso soava como loucura, e as especulações de que eu era louca, já estavam altas demais para eu reafirmar isso. Me sentia peixe fora d’água, mas rebolava bem. Chupava bem. Fazia o que tinha de ser feito, até o cara virar pro lado cansado e eu acender meu cigarro pensando O QUE DIABOS ESTOU FAZENDO? Era tudo sempre a mesma coisa. Sempre. De ladinho, papai e mamãe, de quatro, pronto, ele gozou. Menos de dez minutos. Alguns com certeza seriam o tempo de um cigarro acabar - cinco minutos, caso não saiba. Minha vontade era começar a lixar as unhas, ou fotografar com os olhos o cenário em que me encontrava, geralmente um quarto bagunçado com garrafas espalhadas, minha blusa no chão junto com meu sapato. Nunca tirava a saia, nunca. Era a minha condição. Sexo oral em mim não, deixa que eu faço em você. Me dedar não. Deixa que eu faço em você. Talvez tudo isso fosse mero reflexo do abuso sofrido na infância, mas não vamos falar sobre isso. Os caras se amarravam, uma mulher que não exige preliminares e que rebola que nem a Shakira? Lucky day! Mas tudo foi se tornando tão cansativo com o tempo, e chegou uma hora em que não suportava mais carregar a máscara. Resolvi sair da cidade. Queria que me esquecessem. Queria que pensassem que eu tinha morrido, sofrido um acidente de carro, de avião, e aí poderiam comentar entre si que pena, lá sei foi uma boa foda. Mas as pessoas não esquecem. E mesmo que eu socasse a cabeça na parede mil vezes, e fumasse um baseado atrás do outro, as lembranças de todas as fodas que me deixavam cada vez mais quebrada continuavam lá. Minha fama estava no ápice, só que ao contrário. Meu celular tocava, os pseudo-pretendentes ligavam achando que iriam conseguir mais uma noite, e eu inventava desculpas. Não era cu doce, eu realmente não queria. Até que um deles decidiu fazer um poema me chamado de caprichosa Maria Antonieta - eles não entendiam que eu não queria mais. E claro, a culpa era minha. Descobri que não gostava desse sexo. Do sexo convencional. Do sexo vanilla. Afinal, quem realmente come algo de baunilha sem querer algo a mais, pra completar o gosto? Eu sempre preferi pistache. E quando retornei do meu retiro espiritual - digamos assim, jurando a mim mesma que não iria mais cair na cama de caras vanillas, foi quando encontrei ele. O dono da chave das minhas algemas. O cara por quem eu sempre estive procurando. O cara que me olhava com olhos flamejantes, que sabia o que queria, e que o faria independente de qualquer coisa. Fomos para um motel. A primeira coisa que me deixou intrigada foi a faca. Ele me ameaçou, passou a faca pelo meu corpo e chegou a meter a faca em mim - sem fio, claro. Me amarrou na cama, me queimou com cera de vela e me comeu. Me deu tapas. Me arranhou. Puxou meu cabelo. Me virava de um lado pro outro como se eu fosse uma boneca, até que com a mão em volta do meu pescoço me mandou olhar em seus olhos. Me fazendo sentir todos os sentimentos possíveis. Era aquilo que eu queria. Era ele quem eu queria. Dizendo que eu era a mulher que mais dava tesão nele sempre que trepávamos, e me chamando de puta, e me ameaçando, dizendo que me mataria caso eu desse pra outro. Tudo aquilo era demais. Tudo o que eu queria. Ele me fazia ir ao paraíso, ele conseguiu me fazer ver como sexo era mais do que um pagamento em gotas de porra. Sexo era química. Era mistura. Sexo eram imãs de polos diferentes se encontrando. Nossos encontros passaram a ser mais frequentes, e me dei conta de que me abri para ele de todas as formas. Ele conhecia tudo sobre a minha vida, e eu sobre a vida dele. Ele sabia dos meus traumas. E ele, aos poucos foi tratando de tirar cada um deles. O sexo oral, os dedos, e eu permitia. Máscaras nenhuma eram necessárias, Satine havia morrido, assim como meu lado deletério. Éramos dois selvagens que entediam que sexo exigia mais que dois corpos. Me entreguei completamente porque ele me passava segurança. Cuidava de mim dentro e fora - da cama. Um twist na trama da minha vida aconteceu no instante em que olhei nos olhos dele, e quando percebi, havia encontrado meu dom. 

- Lancey K.

Jul 9, 20125 notes
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Jul 5, 20128 notes
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Jul 2, 201218 notes
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Jul 1, 20126 notes
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Jun 30, 201254 notes

June 2012

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Jun 29, 201224 notes
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